10 março 2014

UM PASSEIO DE UM DIA EM TORRES DEL PAINE, NO CHILE

Depois de toda odisseia na viagem de pouco mais de 5 horas que eu contei aqui e aqui, finalmente chegamos no Parque Nacional de Torres del Paine! Ao nos aproximarmos da entrada do parque começamos a ficar embasbacados com a sua beleza, as paisagens ficam cada vez mais lindas e sentimos estar em um lugar onde a natureza ainda está intocada, por isso já paro aqui para pedir desculpas pela enorme quantidade de fotos nesse post e já adianto que mesmo assim será impossível transmitir um décimo do que é ver tudo isso ao vivo!





Os animais ficam cada vez mais frequentes e perdem totalmente o medo dos carros e das pessoas, como se ali fosse mesmo o lugar deles e nós os visitantes! É impossível resistir e descer do carro para ver os guanacos de pertinho.




Como eu havia explicado no post anterior optamos por entrar no parque pela portaria Laguna Amarga, considerada por unanimidade a mais bonita, as recomendações estavam certíssimas e as vistas foram espetaculares. Ao chegarmos lá paramos o carro e descemos para pagar a taxa de acesso de 18.000 pesos chilenos por pessoa, validos por 3 dias de acesso livre ao parque. Atenção: valor que pode ser pago em pesos chilenos ou em dólares com uma péssima cotação, então troque o dinheiro antes se você estiver vindo da Argentina. O El Ovejero é uma ótima e única opção na estrada, mas mesmo assim tem uma cotação bem boa, falei mais dele aqui.


Na portaria fomos atendido por uma garota super simpática que nos deu mapas do parque juntamente com várias dicas e o roteiro ideal para a nossa permanência, que infelizmente seria apenas de meio dia.

É só clicar que o mapa aumenta.
Ela nos recomendou seguir a estrada, ir parando nos miradores e depois seguir em direção ao Lago Grey de onde faríamos uma pequena trilha e chegaríamos na praia onde é possível avistar o glaciar e nos informou também que a portaria Serrano, a com acesso mais próximo ao Lago Grey e a estrada que leva a Puerto Natales estava fechada, por isso deveríamos voltar tudo que percorremos para sair por Laguna Amarga ou Sarmiento, o que resultou em muito menos tempo no parque, pois essa distância é enorme. Fizemos isso e a nossa primeira parada foi o Mirador Nordenskjold, com uma visão privilegiada das torres e do lago de mesmo nome.



De lá a intenção era seguir para a cachoeira Salto Grande, mas perdemos a entrada de carro e quando vimos já estávamos longe, mais precisamente no maravilhoso Lago Pehoe.




É nesse lago, em uma pequena ilha, que fica localizada uma das poucas opções de hospedagem dentro do parque, a Hosteria Pehoe. O visual é de matar e eu fiquei louca para voltar e me hospedar ali!

Seguimos então para o Lago Grey, e depois de uma hora de estrada mais ou menos chegamos no estacionamento onde deixamos o carro e seguimos o acesso para a pequena trilha que dava acesso ao parque.



Chegando lá o visual é impressionante, uma praia com solo preto, o lago, vários icebergs e ao fundo o Glaciar Grey.




Outra coisa impressionante ali é a mudança do clima e o vento! A temperatura cai muito por estarmos próximos da geleira e o vento é muitooooo forte e cortante, chega a te levar em alguns momentos, ali roupas corta vento são indispensáveis!



E olha só quem veio nos visitar!
 No Lago Grey também está localizada o Lago Grey Experience Hotel onde é possível ficar hospedado ou fazer uma excursão de barco pelo lago chegando até o glaciar. No dia que nós fomos não vimos nenhum barco, mas vocês encontram mais informações aqui.

E infelizmente chegou a hora de fazer o passeio de volta, já estávamos exaustos, sol começava a baixar e ainda tínhamos umas 2,3 horas de estrada pela frente! Retornamos pelo mesmo caminho que viemos e pudemos observar a vegetação queimada no grande incêndio de 2012, uma grande judiação, mas que acabou dando um visual interessante a paisagem, pois as árvores parecem ser num tom de prata.


Saímos pela Portaria Sarmiento, mais próxima do que a Laguna Amarga, pela qual entramos, lá o visual também é maravilhoso a estrada beira o Lago Sarmiento que em vez de turquesa é azul escuro.

Seguimos caminho para Puerto Natales onde pernoitamos e no dia seguinte voltamos para El Calafate. Se você quiser saber mais sobre a estrada é só acessar esses posts aqui e aqui.

E antes de encerrar esse post, aqui vão mais algumas dicas e recomendações para quem pretende visitar o Parque Nacional Torres del Paine:

- O parque está localizado na Região de Magalhães ao sul da Patagónia chilena. É considerado um dos parques mais impressionantes do sul do Chile, e um dos lugares prediletos dos amantes da natureza e praticante de trekking.
- Ele foi fundado como parque no final da década de 1950, foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1978.
- Sua área é de aproximadamente 242.000 hectares, na qual se encontra a cadeia montanhosa Del Paine, com as mundialmente famosas Torres del Paine e os não menos conhecidos Cuernos del Paine. Lagos, rios, cascatas e glaciares estão em perfeita harmonia no parque.
- Recomendo muito mais de um dia para conhecer o parque, ele é enorme e não conseguimos ver quase nada durante a nossa permanecia, ficaria no minimo 3 dias e, mesmo que seja caro, faria questão de me hospedar dentro do parque.
- Existem pouquíssimos hotéis dentro no PNTDP (vocês podem encontra-los aqui), por isso o preço alto, e a maioria conta com serviço all inclusive e oferecem vários passeios exclusivos que podem ser feito lá dentro.
- Praticamente não existem restaurantes, apenas os dos hotéis, então ou coma antes de ir ou leve algo.
- Tenha atenção as roupas usadas, durante o dia o sol pode ser muito forte e ficar bem calor, mas como eu contei, algumas áreas do parque são muito frias e venta muito, por isso prefira roupas indicadas para trekking, como casacos que barrem o vento.
- As distâncias percorridas por carro dentro do parque são muito longas, então leve em conta esse tempo na hora de programar a sua visita. Outra dica é que no verão o dia é  mais longo, escurecendo só as 10 da  noite, então você consegue aproveitar bem mais.
- Não deixe de pedir informações nas portarias, os funcionários são excelentes e capazes de te dar todas as informações necessárias.
- O site oficial de Torres del Paine é ótimo e lá você consegue encontrar várias informações úteis. Outro que foi muito útil é esse mapa interativo onde você é capaz de ver vários roteiros e mirantes.
- Se a sua intenção é fazer trekking, existem várias empresas especializadas que organizam a sua viagem desde o Brasil, elas podem ser encontradas facilmente no site oficial do PNTDP ou no Google.


É é isso gente! Só sei que antes de planejar a minha viagem nem sabia da existência de Torres del Paine, mas agora acredito ser um lugar que todos deveriam conhecer na vida, é incrivelmente lindo, de uma maneira que não da nem para expressar! 
Espero ter ajudado quem pretende ir para lá e divulgado a região para aqueles que não conheciam e se ficou alguma dúvida fique a vontade de perguntar nos comentários que eu responderei com todo o prazer. 
E no próximo post continuo o nossa viagem rumo a Puerto Natales

Fotos: Blog da Gelly e Dado Goes.

3 comentários:

  1. Olá! Em quem mês você realizou a viagem? Obrigado pelas informações!

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  2. OI Gelly
    Estou amando seus posts sobre a Patagônia!
    Estou indo para lá em Janeiro, começando por Ushuaia e depois para os lugares que vc foi.
    Obrigada por compartilhar conosco!
    Abraços
    Gabi

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