30 setembro 2016

PERU - COMO CHEGAR E COMO VISITAR MACHU PICHU

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Machu Pichu é um dos lugares mais impressionante que eu já visitei e isso se deve, em grande parte, pela sua localização no alto das montanhas, no meio do nada.  Ou seja, não é nem um pouco fácil chegar lá, então aqui vai um guia bem completinho para quem busca visitar a região de Machu Pichu.






Aguas Calientes/ Machu Pichu Pueblo
Ao contrário do que muitos imaginam, Machu Pichu não é uma cidade e sim um sítio arqueológico onde existiu uma cidade inca na época pré-colombiana ou seja, ninguém mora ou se hospeda ali. Então, para realizar a visita você precisa se hospedar em Aguas Calientes, único vilarejo que da acesso a cidade sagrada.
Aguas Calientes é minúscula e não tem grandes atrações alem da visita à Machu Picchu, por isso uma noite por lá é mais do que suficiente.


Como chegar em Aguas Calientes
Chegar em Machu Pichu não é nem um pouco simples! Primeiro você tem que ir para Cuzco e de lá ou de alguma outra cidade no Vale Sagrado pegar o trem até Aguas Calientes/ Machu Pichu Pueblo. O problema é que o acesso é limitado, são poucas opções de trem e muitas não batem com o horário dos voos vindos de Lima, então de uma atenção especial a esse trajeto quando for planejar a sua viagem para não dar tudo errado!
Existem duas empresas que fazem o trajeto, a Peru e a Inca Rail, a primeira é mais conhecida e opera bem mais trens, já a segunda é mais nova, mais barata, tem ótimos trens, mas tem menos horários. A Peru Rail opera três categorias de vagões que saem de três diferentes estações com destino a Machu Pichu, Poroy (em Cuzco), Ollantaytambo e Urubamba. Já a Inca rail sai apenas de Poroy e Ollantaytambo e tem quatro classes de vagões.
Acabamos escolhendo a Inca Rail por ter horários que batiam com os nossos e adoramos, contei toda a minha experiencia aqui.




Outra opção é realizando a Trilha Inca, um percurso que dura 4 dias de caminhada e sai dos arredores do Cuzco, mas como eu não sou a melhor pessoa para falar sobre.

Como chegar em Machu Pichu
Depois de chegar em Aguas Calientes você tem duas maneiras de subir até a cidade sagrada. A primeira é caminhando, mas só recomendo se você tiver um excelente preparo físico, pois a subida é longa e ingrime. A outra alternativa é pegando um ônibus operado pela Consettur, ele custa US$20 por pessoa ida e volta e pode ser comprado na hora. O ônibus sai bem do centro da cidade de 20 em minutos, se eu não me engano e não é difícil localizar a bilheteria.


Comprando o seu ingresso para visitar Machu Pichu
Ta aí outro ponto importante ao programar a sua viagem, a visita à Machu Pichu é limitada a 2500 pessoas por dia e na alta temporada esses ingressos acabam com meses de antecedência. Mais limitado ainda é o ingresso para as trilhas que levam ao topo das montanhas Machu Pichu e Huayna Pichu, são apenas 400 por dia em cada uma, portanto se você quiser visitar alguma delas se programe com o máximo de antecedência possível.
Os ingressos custam US$62 (tem meia entrada para estudantes com carteirinha)  e são vendidos pela internet no site oficial do governo peruano, mas você também consegue compra-los de algumas operadoras de turismo.

Apesar de recomendar a antecedência para vocês não foi bem isso que eu fiz, como decidi viajar uma semana antes não foi possível comprar pela internet e nos compramos lá em Aguas Calientes mesmo no Centro Cultural da cidade. Por sorte ainda haviam ingressos para o dia seguinte. O único problema é que o pagamento tem que ser feito em soles peruanos, não são aceitos cartões e nem dólar.


Visitando Machu Pichu
Prefira realizar a visita pela manhã, quanto mais cedo melhor, assim o sol é mais fraco e tem menos gente que a tarde. Esteja preparado, use roupas confortáveis, tênis e leve uma mochila com protetor solar, muita água e um lanchinho, pois lá dentro não vende nada. Comece o passeio com calma, logo na chegada há uma bela subida que pode te fazer passar mal graças aos 2400m de altitude, não se assuste se você ficar ofegante facilmente, é um dos efeitos do ar rarefeito.





Começamos a nossa visita com a trilha para a Ponte Inca, ela é bem fácil, não exige muito esforço e garante lindas vistas de Aguas Calientes e da ponte propriamente dita. O percurso demora uns 40 min e é gratuito, basta colocar o seu nome na lista na entrada, um controle para caso você suma, rs. Apesar de dispensável para quem tem menos tempo ou para quem não quer andar muito, é bem interessante ver como os incas construíram a ponte, muitos acreditam que a cidade ficou tanto tempo ali intocável graças a ela e o seu sistema de armadilha que não permitia que os outros povos a atravessassem.





Em seguida visitamos a cidade em si. Você tem a opção de contratar um guia por US$60, mas como a nossa viagem era low buget optamos por fazer a visita sozinhas.









Não fizemos nenhuma das trilhas das montanhas, não conseguimos ingresso e acho que não teríamos o condicionamento físico necessário, então conseguimos visitar tudo em pouco mais de 3 horas com bastante calma e tirando muitas fotos.

Na hora de voltar encontramos uma pequena e rápida fila para pegar o ônibus. A descida é ainda mais emocionante, os motoristas correm muito e parece que o ônibus vai despencar, rs.


O passeio é incrível, é realmente impressionante pensar como eles conseguiram construir toda uma cidade naquela localização, uma coisas que todos deviam ver pelo menos uma vez na vida!

Saiba onde comer em Machu Pichu.

29 setembro 2016

PERU - INCA RAIL, MAIS BARATA E NOVA QUE A PERU RAIL

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Durante muito tempo a única forma de acesso a Aguas Calientes, cidade onde está localizado o santuário de Machu Pichu, era através dos trens da Peru Rail, mas desde 2015 eles tem uma concorrente, a Inca Rail.

Quando estava planejando minha viagem ao Peru tive muita dificuldade em coordenar os horários dos voos e transfers com os dos trens da Peru Rail, até que depois de muito pesquisar descobri essa segunda companhia.
Na época ela era muito nova, então encontrei pouquíssimas informações pela internet e fiquei com medo de ser uma roubada, porem, foi exatamente o contrário, a companhia era ótima e foi uma grata surpresa!


Pra começar os valores eram inferiores ao da Peru Rail, compramos nossas passagens na classe executiva mais baratas que na econômica da concorrente. E haviam horários perfeitos para a nossa programação. Outra vantagem eram os trens eram mais novos e espaçosos e o excelente serviço.
Viajamos na classe executiva, em um vagão panorâmico para 42 passageiros. As poltronas são enormes, com mesinhas na frente e o serviço de bordo inclui bebida quente ou fria e um snack.


Comprei as passagens Ollantaybambo - Aguas Calientes pela internet no site da própria Inca Rail, consegui pagar pelo cartão normalmente e só tive que retirar as passagens em Ollantaytambo na estação.

Recomendo muito a Inca Rail, foi um verdadeiro achado! Pra consultar os trens e horários é só clicar aqui e deixo aqui também o site da Peru Rail, afinal, muito provavelmente o que vai decidir que companhia você escolherá serão os horários.

28 setembro 2016

PERU - UM ROTEIRO DE DOIS DIAS EM URUBAMBA, NO VALE SAGRADO

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Urubamba fica no meio do Vale Sagrado em uma localização privilegiada, a cidade é bem pequena e não tem muitas atrações turísticas, mas atrai muitos turistas graças aos luxuosos hotéis localizados por ali. Apesar disso, das 3 cidades que eu visitei no Peru, ela foi a minha preferida, foi onde pudemos sentir a cultura do país mais a fundo e sentimos aquela sensação de que ainda é uma cidade autêntica e não turística.

Nos dois dias na cidade nós passeamos, comemos muito bem e descansamos, nosso roteiro não é dos mais agitados, mas descrevo aqui para vocês e indico os posts mais específicos sobre a cidade e região.




Dia 1
Chegamos em Cuzco pela manhã e pegamos o transfer direto para o nosso hotel, o Sol y Luna, em Urubamba.
Ao chegar tomamos café da manhã e após, o gerente sugeriu que nós descansássemos um pouco para não sofrermos do mal do soroche.


Saiba mais do mal do soroche e informações relevantes antes de ir ao Peru nesse post aqui.
Para o meu roteiro de dois dias em Lima clique aqui.


Depois de uma dormidinha fomos explorar o hotel e saímos para almoçar na cidade. Fizemos uma breve consulta no Trip Advisor para escolher quais restaurantes gostaríamos de ir e a primeira parada foi o Paca Paca.
Comemos muito bem e fomos explorar a cidade, tudo a pé mesmo. Passamos pela praça central, pelas ruelinhas e acabamos parando no Kaia Café para tomar um chá.




Retornamos para o hotel no fim da tarde e nos arrumamos para as atrações noturnas do hotel. Por ser meio isolado, o Sol y Luna oferece algumas opções de entretenimento para os hospedes como shows típicos, shows com cavalos e o circo que nós vimos. Depois seguimos para um dos restaurantes do próprio hotel onde jantamos um excelente ceviche.


Dia 2
Acordamos decididas a explorar a região e descobrimos que uma das principais atrações de Urubamba é a Salinas de Maras, depois de uma tentativa falha de conseguir um transfer com preço acessível, seguimos para a rodoviária da cidade onde encontramos um ônibus baratíssimo que nos deixaria lá. Infelizmente não foi bem assim e a nossa aventura completa pra chegar lá vocês conferem nesse post aqui.

Depois do passeio voltamos para a cidade, almoçamos no Kaia Café novamente e fomos visitar o incrível mercado de rua da cidade.
Voltamos para aproveitar mais um pouquinho do nosso incrível hotel, o Sol y Luna.
Afinal, não é sempre que podemos tomar um banho com essa vista, né?!

E a noite fomos jantar no ótimo Qanela, no centro da cidade.

E para quem está planejando ir para Urubamba, aqui vão mais algumas dicas.

Transporte
Como eu já comentei, a cidade é muito pequena, então da pra fazer tudo a pé. Nosso hotel era um pouco mais afastado, mas ainda assim, dava para ir andando até o centro e foi assim que fizemos 90% das vezes.


Mas caso bata a preguiça de ficar andando, a cidade oferece um meio de transporte bem peculiar, tuk tuks bem ao estilo tailandês percorrem toda região central por 1,50 soles, apenas. São centenas espalhados pelo centro, vários bem engraçados com decorações temáticas, luzes e som alto, rs, vale a pena pegar pelo menos um pela experiência.
O ônibus é outro meio de transporte bem usado na região, a rodoviária fica bem no centro da cidade e lá você encontra tanto linhas municipais, quanto estaduais.

E se você precisar de um tranfer na região recomendo muito o Alo Urubamba, indiquei nesse post aqui.

Passeios
Como eu comentei as Salineras de Maras são um dos passeios mais populares da região, mas Urubamba também é ponto de partida para vários passeios no Vale Sagrado como as ruínas de Pisaq e Moroy e as cidades de Ollantaytambo e Chichero.

Vida noturna
Urubamba é uma cidade minúscula, no meio do nada, é ponto de parada para peregrinos que estão fazendo a trilha inka e por turistas que buscam descanso, logo a vida noturna não é o seu ponto forte, pelo contrário. Saímos para jantar apenas um dia e a cidade estava deserta, dava até medo. Por esse motivo os grandes hotéis oferecem atrações para os hospedes durante a noite, bem ao estilo hotel fazenda no interior de São Paulo, sabem? rs

Alimentação
Como eu comentei acima, nos fizemos uma boa pesquisa no Trip Advisor para decidir onde comer, sempre que viajo faço isso e recomendo muito! Urubamba tem boas opções de restaurantes, mas não são muito baratos. O problema é que na cidade o contraste é muito grande, então não há meio termo, existem restaurantes bem simples para os locais e restaurantes mais caros para os turistas. Acabamos optando pelo segundo tipo, por mais que eu seja zero fresca com comida, as condições de higiene são muito precárias mesmo e ficamos com medo de acabar passando mal e estragando a viagem. Tendo isso em mente comemos muito bem e tenho várias indicações de restaurantes que vocês conferem aqui.



27 setembro 2016

PERU - SOL Y LUNA LODGE & SPA, UM HOTEL DOS SONHOS NO MEIO DO VALE SAGRADO

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Enrolo para escrever esse post há séculos, pois, juro, não sei se serei capaz de descrever o quanto incrível e bonito o Sol y Luna Lodge e Spa em Urubamba é. Mas vamos a minha tentativa, rs.

Meu encanto começou com a localização, o hotel fica exatamente no meio do Vale Sagrado, cercado por enormes montanhas, próximo ao rio Urubamba. De um lado vemos as montanhas desérticas onde ficam as Salinas de Maras, bem marrons e do outro vemos montanhas bem verdinhas, a diferença é impressionante e deixa a paisagem incrível.



O Hotel Sol y Luna possui 44 chalés espalhados por um enorme e florido jardim. Eles estão divididos em 3 categorias:
As Casitas Superiores, que tem terraço privado com vista para os jardins, banheiro em mármore, aquecimento, wifi, cofre e uma estação de trabalho.




As Casitas Deluxe, que possuem 102m² de área, tem tudo que a superior tem e mais banheira com vista para as montanhas, terraço privado, closet, tv de tela plana com tv a cabo, lareira, piso aquecido, caixinha de som para IPod/IPhone e  mini bar.












E as Casitas Premium, com 120m² e mais hall de entrada, sala, quarto, 2 tvs, jacuzzi no terraço e acesso preferencial aos serviços do hotel como o spa e os restaurantes.





Todas são muitíssimo bem decoradas em estilo rústico com murais pintados pelo famoso artista peruano Federico Bauer e ainda tem amenities L'Occitane e alguns mimos de boas vindas do hotel.


Nos hospedamos em uma Casita Deluxe que era um verdadeiro sonho, a vista de todas as janelas era deslumbrante, sem dúvidas, acordar e relaxar em uma banheira olhando para as montanhas foi uma experiência inesquecível.

Outro ponto positivo do Hotel Sol y Luna é o impecável serviço. Todos no hotel são simpáticos e solícitos, sempre estão prontos pra ajudar. Basta você sair alguns minutos do quarto para que uma gentileza seja feita, mas o maior luxo de todos, sem dúvidas, era retornar ao quarto a noite e encontrar a lareira acesa, a cama arrumada e quentinha graças a bolsa d'água quente era colocada ali todos os dias. Que delícia!!



A área comum do Hotel Sol y Luna conta com um centro de convenções, piscina, um spa com jacuzzi e salas para massagens, dois restaurantes e um bar.





 O  Killa Wasi fica dentro do hotel, mas também aceita reservas de não hóspedes. É no restaurante que o café da manhã é servido e a noite ele funciona com um cardápio a la carte com pratos da culinária internacional.





O Wayra funciona em uma espécie de rancho localizado ao lado do hotel, alem do restaurante que serve clássicos da culinária peruana, o local ainda funciona como um centro cultural onde é possível aprender mais sobre a região, fazer cursos de cerâmica, gastronomia e ainda realizar alguns passeios como cavalgadas. No almoço a especialidade da casa é o churrasco peruano servido ao ar livre no sistema de buffet, já no jantar o serviço funciona a la carte e no cardápio estão pratos como o ceviche e lomo saltado.




Durante a noite o Wayra também recebe algumas atrações para entreter os hóspedes, em uma das noites fomos assistir o circo que foi bem divertido.


Urubamba e o Hotel Sol y Luna deixaram saudades! A região é menos conhecida e explorada pelos turistas, mas é um destino incrível para quem busca alguns dias de descanso com muita tranquilidade. É também uma ótima alternativa a Cuzco para quem busca uma cidade base para visitar Machu Pichu, afinal, fica bem perto de Ollantaytambo, onde sai o trem para a Aguas Calientes.

Hotel Sol y Luna
Fundo Huincho lote A-5, Urubamba – Cusco.
Tel: ++51 84 608930 / ++51 84 608931
fax: ++51 84 608937.
E-mail: info@hotelsolyluna.com
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